Como todos sabemos o Bluetooth foi uma grande diferencial ao seu lançamento, onde podiamos conectarmos celulares entre si sem nenhum tipo de cabo, ou até mesmo de aproximação, mas toda este diferencial foi perdendo força e hoje o bluetooth é um item acessório em notebooks, netbooks e tablets.
Esta diminuição tem como uma das principais causas a criação do WI-FI, onde este mesmo é uma tecnologia utilizada para a conexão com a internet e integração entre aparelhos. Mas você pode está se perguntando o, então quer dizer que o WI-FI já ganhou a disputa? ou até mesmo o Bluetooth está com seus dias contados? Nada disso caro leitor, as novas gerações das duas tecnologias apresentam muitas novidades e prometem colocar frente a frente Wi-Fi e Bluetooth na disputa pela preferência do público.
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Bluetooth 3.0, no ano passado, trouxe uma velocidade muito maior do que a versão anterior (2.0), ao integrar o padrão de comunicação IEEE 802.11 — utilizado antes somente para conexões de internet wireless. Sendo assim, a tecnologia passa a transmitir um mínimo de 11 Mbps e um máximo de 54 Mbps.
Já a versão 4.0 alcança os mesmos patamares de transmissão de dados, porém com menor consumo de energia. Aliás, esse é o grande diferencial da nova versão do Bluetooth. A criptografia de dados é feita via AES 128 bits.
Infelizmente, o maior empecilho para que a quarta versão não vingue no mercado é a sua incompatibilidade com as versões anteriores. Ou seja, será preciso substituir o seu dispositivo atual por um novo ou, na melhor das hipóteses, comprar um equipamento de nova geração que já venha com o novo dispositivo embutido.
Isso significa também que os dispositivos atuais de Bluetooh ficariam obsoletos e o impasse faria com que o usuário fosse, ao menos por um tempo, obrigado a ter um equipamento compatível com as duas versões, o que provavelmente significaria alguns reais a mais no custo final.
Os primeiros dispositivos compatíveis com Bluetooth 4.0 devem começar a chegar ao mercado no primeiro trimestre de 2011, adaptados aos modelos mais avançados de aparelhos que requerem ou se utilizam desse formato tecnológico.
Em relação ao seu concorrente direto, o Wi-Fi Direct se apresenta em um primeiro momento como um postulante mais eficiente à disputa pela preferência dos usuários. As taxas de transferência suportadas chegam a até 250 MBps, quase cinco vezes mais que a quarta versão do Bluetooth.
Em termos de economia de energia, a Wi-Fi Alliance afirma que o novo formato pode gerar uma economia entre 15% e 40% em relação à tecnologia atual. O produto chega primeiro ao mercado, ainda em 2010, e já está disponível em algumas placas como Atheros, Broadcom, Intel, Ralink e Realtek.
Outro ponto que pode ser definitivo em prol do Wi-Fi Direct é a retrocompatibilidade. Ou seja, mesmo com uma placa nova você continua tendo acesso às versões atuais dos dispositivos, o que garante que a transição seja progressiva e natural.
Conexão P2P
Encontrar um ponto de Wi-Fi com boa qualidade de sinal nem sempre é uma tarefa fácil, em especial se você não está nas áreas centrais das grandes cidades. No entanto, encontrar um usuário que esteja utilizando Wi-Fi e disposto a compartilhar o seu sinal é uma probabilidade bem maior.
É justamente essa a aposta da nova tecnologia. Transformar os dispositivos de acesso a um ponto Wi-Fi em replicadores de sinal, ampliando as zonas livres e possibilitando maiores áreas de cobertura do sinal. A grande questão é: até que ponto os usuários estarão dispostos a colocar a sua segurança em risco em prol do benefício de um grupo maior de pessoas?
O Wi-Fi Direct, em alguns casos, eliminaria a necessidade de um roteador como intermediário de sinal, o que para uso residencial ou comercial podem representar soluções mais baratas e práticas para o usuário.